Ai, eu relutei, mas o blog do Uol estava me deixando mais surtante do que de costume. Vamos ver o que rola agora.
Todos os posts de janeiro eu republiquei aqui!
26/01/2007
Das negativas...
Não tenho paciência com as pessoas que se acham donas da verdade. Não sei acatar ficando quieta, porque odeio submissão e sou favorável ao debate. Não sei fingir que está tudo bem, quando não está. Não gosto de ficar explicando tuuuuudo direitinho, nos mínimos detalhes. Não gosto de descobrir mentiras. Não gosto de palavras ao vento. Não gosto quando eu tento me justificar, e saem me atropelando um discurso preparado. Mas, ao contrário dos Tribalhistas, eu tenho paciência para televisão. Talvez esteja propensa a ser audiência para solidão.
25/01/2007
Uma figura!
Entre tanta mediocridade, há pessoas por quem eu não nego a minha admiração. Assim que entrei na faculdade tive a chance de conhecer uma dessas figuras e trabalhar, ainda que indiretamente, com ele.
Ele faz questão de enaltecer que a admiração é recíproca, mas acho que é porque não faz idéia do tanto que eu o admiro.
É daqueles que sabe fazer o bom jornalismo mesmo numa pauta medíocre. Leio e babo.
Ele não é daqueles que quer mudar seu texto pura e simplesmente por ser mais experiente. Não é daqueles que dá pitaco pra te deixar constrangida.
Se ele resolve colocar a mão, é pra melhorar.
Além de saber, como poucos, ser xerife com xis maiúsculo, é um figurão e ama teatro.
O amor dele por teatro não é desses amores de “eu te amo” como os que chovem no orkut. Ama de freqüentar, ama de entender, ama com a capacidade de discutir decentemente about it.
Sucesso!
24/01/2007
Por quê?!
Duas das muitas dúvidas que passaram pela minha cabeça no dia de hoje ainda não foram solucionadas:
A) Por que esses vendedores ambulantes que entram no ônibus oferecendo guloseimas (tem a época dos chocolates Hersheys, das balas Halls, e das ‘goiabinhas de chocolate’ da Bauducco) com o refrão: “Um é cinqüenta, dois é um real”? Deixando de lado o erro de concordância, sinceramente, eu não entendo o porquê da informação dita, na maioria das vezes, com uma entonação de “woohoo, olha que vantajoso!”.
Penso:
1) Se o refrão fosse “um é sessenta, dois é um real”. Ok. Concordo. É vantagem comprar a mercadoria em dobro. Afinal, você ganha um descontinho. Em vez de você pagar R$1,20, você paga R$ 1. Bombou!!! O desconto de 20 centavos pode fazer uma diferença danada no fim do mês. Hehehe
2) Agora, se o vendedor só quer auxiliar o interlocutor a fazer contas, acho que é melhor ele indicar “Um é cinqüenta. Sete é três reais e cinqüenta”. Afinal, a tabuada do sete sempre causou mais transtornos do que a do dois.
B) Por que insistem em fazer programas comandados por sertanejos???
Nunca foi meu gênero musical preferido, mas não tenho preconceito com Chitãozinho, Xororó, Zezé, Luciano, Leonardo e cia.
Há tempos não temos o programa especial no fim de ano “Amigos” na Globo, o “Sabadão Sertanejo” do SBT acabou há séculos, o “Amigos e Amigos” – também da Globo – não vingou. Chitãozinho e Xororó emplacaram por meses “Raízes da Terra”, na Record, mas também fugiu da grade da emissora dos bispos.
Eis que leio a notícia que a dupla negocia com a Globo um programa. Meodeos? Será que vai dar certo? Sinceramente, acho que não rola a ponto de sustentar um programa semanal.
Aguardemos que seja batido o martelo.
23/01/2007
Filha única
Ligar pro celular da Maria Rita e ela atender logo de cara ou não cair na caixa postal é uma questão de sorte. Uma anomalia das filhas únicas, talvez.
Além disso, tê-lo em mãos pode causar ataques de insegurança. Mandar mensagem ou não? Ligar pra falar feliz ano novo?
Depois de uma eternidade de debate (e a Thais censurando nossos pedidos pra 2007, afinal ela parece mais interessada em agilizar nossa vida do que nós mesmas), damos de cara com o sms solenemente ignorado ou com uma conversa com a simpática caixa postal.
Das semelhanças por sermos filhas únicas estão o fato nascermos em 86, no Santa Joana, moradoras do 6o andar, sem vontade de usar substâncias ilícitas e afeitas aos porres de Jurupinga. Sim, ser apresentada à bebida pode causar estragos no dia, dúvidas nas semanas seguintes e gargalhadas meses depois.
Ela é das biológicas; eu, das humanas. Ela quer os cafajestes; eu, os melhores amigos. Ela acha o vegetarianismo saudável, eu – quando estou mal – sei que um macarrão à bolonhesa é capaz de melhorar sensivelmente meu humor.
Nós começamos a tomar gosto pelas baladas por volta dos 20, evidenciando nosso lado precoce.
Conversas no msn começam a despertar sustos: o que a Maria Rita quis dizer com ‘fui impulsiva’? o que a Bia quis dizer com ‘dar só se for namorado ou melhor amigo’? melhor amigo?!?! Meodeos, qual deles?!?!?
A distância e a falta de comunicação durante os muitos estudos e trabalhos só colaboram pra aumentar a saudade e nos desatualizarmos dos babados. O reencontro é marcado pela certeza de que as várias mudanças do dia-a-dia não alteraram a essência. Sei que ela vai adorar ‘O Teatro Mágico’ e o IDCH. Se precisar contar um babado/bafón/fofoca, ela sabe que eu vou adorar ouvir. E paro o que estiver fazendo pra escutar, analisar e emitir opinião.
Amo ela. E tenho dito.
18/01/2007
Pinky e Cérebro
Junto com a Vance executo meus planos de dominar o mundo. Como o mundo é complexo demais, resolvemos nos contentar em dominar os homens, o que não deixa de ser tão, ou mais, complexo.
Como ela já está arranjada na vida amorosa, resolve embarcar nas minhas encrencas.
A mania de imaginar o que o outro vai pensar é foda e ridícula.
Após definido – ainda que a contragosto – o galã, começa a onda de especulações. Seguida de muita bisbilhotagem no orkut.
A busca por informações está tão incessante que resolvi desabilitar a função de revistadores de orkut... assim, por exemplo, evito situações anticlímax do tipo: estou lá toooooooda empolgada no orkut dele e preciso continuar checando no orkut de algum amigo ou de alguma conhecida ou da ‘noiva’ (não, ele não é comprometido, mas uma baranga-não-tão-baranga-assim foi devidamente apelidada de noiva)... para isso é melhor ter a função desabilitada. Tava muito chato ter que deslogar e logar novamente, usando o meu fake.
Apesar de desabilitada, ainda sofro de anticlímax. Quando vou seca no orkut de agm em busca de novas evidências e dou de cara com um scrapbook vazio. Ai, mania maldita essa política de apagar os scraps.
É evidente que, ao seguir a Vance na idéia de encarar uma vida de “Malhação”, uma vilã logo foi detectada. A típica loba em pele de cordeira. Por falta de uma, achamos duas. Vamos ver quem passa a ser a mais repudiada pelo público.
O circo está armado. O galã, a protagonista atrapalhada e as vilãs despudoradas. O que mais falta??? Uma série de desencontros, é claro! Nem com meus pais passando dez dias fora de São Paulo, as coisas fluem. É impressionante. E, antes que me julguem, até consegui diminuir (ainda que homeopaticamente) a minha turtlezice amorosa. Mas a vontade de achar pêlo em ovo persiste.
Só para dar uma prévia de como eu e a Vance, ainda que árduas trabalhadoras deste Brasil, estamos agindo um e-mail com a palavra “Planos” no assunto atingiu a espantosa marca de 84 replies em menos de quatro dias.
E os resultados? Cadê, meodeos?
Já foram colocados em prática o plano A, B, C e D.
Será que o final feliz vem quando atingirmos o Z?? Ou será que o final feliz só chega depois de conhecermos todos os ideogramas japoneses e chineses?? Será muita pretensão querer um final feliz?? Será que ele inexiste??
01/01/2007
Coisas que tem tudo para dar errado, mas dão certo!
Depois de 20 viradas de ano ao lado da família, queria alguma coisa diferente. Lembro dos reveillons cheios de gostosuras na casa do meu avô, viajando com meus pais para a chácara, no apartamento da minha tia após uma super briga (com direito a tabefes!) com meu pai no meio do caminho, outro num pequeno apartamento ao lado da minha tia-avô e minha avô, vendo os fogos pela janela... A maioria deles foi boa. Aos 17 anos escolher passar com a avô e a tia-avô num apartamento talvez pareça uma coisa pouco atrativa, mas tenho boas recordações. Seja pelos quitutes da minha avó sempre deliciosos, seja por comer lentilha de colheradas no sofá. Assim, as três de pé em cima do sofá desejando coisas boas.
Em 2006 trabalhei demais e tinha um dinheiro caso quisesse viajar, passar uma semana fora. Sem grandes luxos, é claro! Mas, justamente pelos compromissos profissionais, estava fadada a ficar em SP. Dias 30 e 31, no Lion. Dia 01, entre Lion e DCI. Já estava meio combinado que iria com a Thais para alguma balada, mas que não custasse mais de R$60. Buscávamos e não chegávamos à conclusão alguma. Até passar na Paulista foi cogitado. Enquanto tentávamos decidir por telefone, a Ritão ligou no celular da Thá dizendo para irmos a Santos junto com o Andreas. Pronto! Lá estariam os três comemorando a chegada de 2007 e eu ficaria aqui. Tinha que colocar o site do Lion pra funcionar... depois de pensa, repensa, passa, repassa, ir e não ir. Era meia-noite e meia do sábado (30) para o domingo (31). Decidi ir. Toca arrumar mala, não esquecer os pertendes. Mal consegui dormir com medo de perder a hora. Euforia mirim. Leão. Despejar notas. Metrô. Demora. Muita gente com bagagens. Carro. Thais. Andreas. Estrada. Música. Cazuza. Prédio errado. Campainha. Maria Rita. Praia. Caminhada. Conversa. Besteiras. Seriedades. Ligar pra Renes com frases de efeito. Benzadeus. Caminhada interminável. Bolinha de queijo. Trufa de maracujá. Pôquer. Mico. Roba-monte. Banho. Soneca. Ceia. Vegetarianismo. Lasanha de soja e de quatro queijos. Lentinha. Romã. Cereja. Diamante negro e panetone de pão de mel. Havaiana laranja, saia azul, blusa branca, brinco verde, calcinha amarela, pulseira vermelha. Cores aparentemente estratégicas. Caminhada. Pé torto. Fogos. Meia-noite. Cidra Cereser. Desejos. Sete ondinhas. Celular. Causação. Vinho. Areia. Andança. Andança. Andança. Moby. Milho. Sono. Cansaço. Casa. Conversa, conversa, conversa!!! Amores, ai amores. Calor. Dormir. Acordar. Carro. Estrada incrivelmente sem trânsitoooooo.
Aparentemente tudo muito básico, mas minimamente muito especial.
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