Sexta-feira passada, dia 02, teve bar pré-trote. Uma tentativa do Maneco tentar organizar quem trará o que para dar os boas-vindas à bixarada.
Chegamos às 20h, mas já passava das 22h quando o Marcio chamou minha atenção, perguntando se eu tinha R$1 para dar pra um menininho que vendia chicletes. Ele era lindo, loirinho e chorava porque precisava vender mais.
Eu (e para quem me conhece sabe o quanto odeio chicletes) acabei comprando sem hesitar. Era realmente linda a criança. Merecia estar numa casa e ter carinho.
Acabei ficando com peso na consciência por ter comprado. Devia ter dado o dinheiro, sem pegar o chiclete. Devia ter dado um comprado um misto quente pra criança comer. E se a tal da criança começa a ter a malícia de que chorando, vende mais. E aí, em vez de lágrimas sinceras começa a forçar o choro?
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Hoje, sexta-feira, dia 09, estou eu num ponto de ônibus às 10h da matina. Uma senhorinha começa a varrer o chão, cheio de bitucas de cigarro. Fiquei prestando atenção. Não enxergava o propósito ao ver a cena.. Não era a calçada em frente à casa dela. É uma rua comercial. Não demorou cinco minutos e lá estava uma mesa armada, com uma geladeira de isopor.
A senhora vendia caixinhas com quatro brigadeiros ou com quatro beijinhos, ou ainda, com dois brigadeiros e dois beijinhos (a que eu escolhi!).
Comprei, experimentei e achei divinos! Não fiquei com o mesmo peso na consciência que os chicletes do menininho, mas fiquei tristonha. Bonitinha, com cabelos brancos, já sem tanta vitalidade... mas lá... pegando no batente, tentando completar a renda familiar.
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2 comentários:
É Bea..sempre vemos essas cenas por aqui! Complicado decidir entre ajudar ou não, mas na dúvida, é boma gir sempre pela intuição (e com o coração mesmo)!!
Bjaoooooo!!
Ah, Bia, Bia... eu sou mais descrente. Para mim, o menininho já estava sendo malicioso. Ossos do ofício. Legal seu blog, aliás.
Gustavo Jo C
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