domingo, 29 de abril de 2007

O feriado que ninguém viajou

1- Os famosos não estão causando, os fotógrafos não estão colaborando, a Internet menos ainda.
2- Uma das minhas melhores amigas resolveu comemorar o aniversário no ShowBar, e eu me senti como se estivesse em um programa do Gilberto Barros.
3- Luciana Mello fez shows no Sesc Pompéia sexta, sábado e domingo. Perdi as três chances de vê-la porque só descobri tais apresentações hoje, ou seja, não há mais ingressos. Detalhe: o show é com o Erasmo Carlos, outro cara que eu a-do-ro.

Apesar das zicas, reencontrar os amigos das antigas é sempre bom. Ver que o Arthur, embora permaneça inconveniente, se tornou um cara pra lá de gente boa mostra que envelhecer pode ser muito bom.

E, aliás, ele foi o único que disse que eu dei brecha após determinado fato ocorrido na semana. Laris, Daniboy, Talita, Vanessa D., Vivi, Thais, Lauren, Mané e cia... ninguém acha que o que eu fiz foi digno de ser denominado brecha. O Arthur achou. Não, ele não tava bêbado. Passou a balada inteira no Guaraná Antártica.

sábado, 28 de abril de 2007

Perdas...

Existem coisas que me fazem perder a razão. Mas aí, eu xingo, grito e tento esclarecer. Outras, no entanto, me fazem perder a vontade conversar.
Quando eu tava no 3o. colegial, surgiu uma mentira desnecessária vinda de uma amiga. Sente a besteira: nós sempre almoçávamos juntas, e um belo dia ela disse que ia almoçar na casa de um amigo, quando na verdade foi ao Mc Donald´s.
Naquele mesmo dia eu tinha combinado de almoçar com outras pessoas, que essa minha amiga não gostava muito. Então, optou pela mentira.
Evidentemente, semanas depois eu descobri que não tinha rolado feijoadinha nenhuma na casa do Leandro, e sim um Mc. Fiquei puta.
Não pelo fato de não ter sido chamada pra ir ao Mc, e sim pelo fato de ela ter mentido por algo tão besta. Podia, simplesmente, ter falado “não gosto dessas meninas que vão almoçar com você, por isso vou almoçar hoje com o Cacure”. Não precisava inventar que o almoço seria na casa dele e tal.
Depois disso conversei, voltamos a ter um relacionamento civilizado, mas nunca mais foi a mesma coisa. Confiança só se perde uma vez. Se ela é capaz de mentir por uma bobagem dessas, imagine por coisas sérias...

Hoje, 2007, estou no 3o. ano de faculdade e coisa semelhante aconteceu. Pra que dizer xis, se você fez ypsolon? Porra, ninguém deve satisfação pra mim. Agora o porquê da mentira eu, sinceramente, não entendi. Se faço questão de entender... Sei lá, viu...

quinta-feira, 19 de abril de 2007

Seja um idiota

(Ailin Aleixo)

A idiotice é vital para a felicidade. Gente chata essa que quer ser séria, profunda e visceral sempre. Putz! A vida já é um caos, por que fazermos dela, ainda por cima, um tratado?
Deixe a seriedade para as horas em que ela é inevitável: mortes, separações, dores e afins. No dia-a-dia, pelo amor de Deus, seja idiota!
Ria dos próprios defeitos. E de quem acha defeitos em você. Ignore o que o boçal do seu chefe disse. Pense assim: quem tem que carregar aquela cara feia, todos os dias, inseparavelmente, é ele. Pobre dele.
Milhares de casamentos acabaram-se não pela falta de amor, dinheiro, sexo, sincronia, mas pela ausência de idiotice. Trate seu amor como seu melhor amigo, e pronto. Quem disse que é bom dividirmos a vida com alguém que tem conselho pra tudo, soluções sensatas, mas não consegue rir quando tropeça?

sexta-feira, 13 de abril de 2007

A granja agradece

Faz tempo que não escreve nada de surtos culinários. E a pauta em questão é tal paixão pela mistura frango e catupiry.
Tem gente que acha sensacional, divina, treslumbrante. Eu, particularmente, não entendo a razão da epidemia.
Ok, os dois ingredientes juntos podem resultar em deliciosas coxinhas e tortas, mas a dupla resolveu invadir outros pratos, em que frango com catupiry eram nada tradicionais num espaço de menos de 10 anos.
Esfihas abertas ou fechadas, pizzas, pastéis e, pasmem, até lasanha. Creioemdeospai.
Às quintas, eu chego toda feliz no restaurante por quilo em busca de uma massa apetitosa e dou de cara com essa nhaca. Lasanha é pra ser de queijo e presunto, de quatro queijos, à bolonhesa, até com soja eu já provei e aprovei... agoooooooora de frango com catupiry, écat.
A moda invadiu até os congelados Sadia e, conseqüentemente, o freezer lá de casa. Outro dia minha mãe veio, toda contente, falando assim que eu voltei da faculdade “vou esquentar um pedaço de lasanha pra vc, tá?”. Quando parto o primeiro pedaço, nheeeeeee, cheiro de frango.
Não tenho nada contra comer galináceos, tanto que o McChicken pe meu lanche preferido, mas não me venha com frangos e catupirys...
Fresca? Nem tanto.

Obs.1: Na verdade, meu lanche preferido era o McChickenJr, mas tiraram o Junior do cardápio.
Obs.2: No 1o. colegial eu gostava de um cara que era tarado pelo assado de franco com catupiry. Disputava lugar na fila, empurrava os menores, fazia alvoroço. Bleh, talvez por lembrar dele também tenho essa imagem de menosprezo para mistura.

quarta-feira, 11 de abril de 2007

Descoordenada

Estava falando com a Laris, imaginando uma pessoa em questão em determinada situação. Eis que ia escrever “ah, pego fácil”. Eis que vira a Carol, aqui do meu lado, e fala “olha Bia”... era uma foto xis, em um e-mail ípsolon. Eu, meio caduca, não consegui coordenar fala (sobre a foto) com a escrita (a resposta pro e-mail da Laris). E disse pra Carol “ah, pego fácil”.
Gente, melhor abafar do que se tratava a foto.

quinta-feira, 5 de abril de 2007

“Amigos, amigos, amores à parte”

Esta, definitivamente, não é minha filosofia de vida amorosa.
Já encanei em um, dois, três, sei lá quantos amigos...
Nunca consegui achar que um cara que eu conheci na balada, ou que o primo-do-amigo-do-vizinho-do-meu-colega fosse ser o cara da minha vida.
Pra eu conseguir acreditar que fulano é “o” cara, eu preciso conhecê-lo minimamente... e conhecendo daqui, conhecendo dali... viro amiga e aí talvez eu game. Talvez não, é claro. Afinal, não dá pra ficar gamando e encanando em todos os amigos que eu fizer nessa encarnação.
Parte das vezes, o estágio de encanação passa logo. Algumas vezes, dá uma engrenadinha e, em outros caos, vai pra maldita da platonice e duuuuuura.
Já disseram que isso é confundir os sentimentos. Acho que não, mas de qualquer forma posso fazer o estilo assessora de imprensa de famosos. Mas em vez de explicar o fim de um relacionamento com a desculpa “incompatibilidade de agendas”, poderia aderir ao “Nunca fui encanada nele, não. Foi só uma confusão de sentimentos”. Respostinha que evita constrangimentos posteriores, certo?!

Sei lá. Que mal há em dizer que você encanou no seu amigo? Ele é carinhoso, inteligente, fofo, agradável, bem-humorado, capaz de me agüentar no messenger da meia-noite às quatro quando eu estou em crise (falando com ele a crise nervosa, vira crise de riso), capaz de ignorar as outras 40 coisas que ele tem pra fazer e responder meus e-mails, capaz de ter feeling pra sacar quando estou mal e, se eu me recusar a falar dos motivos, no melhor estilo jornalístico ele apura com as fontes e chega, todo lindo, me consolando com o melhor dos astrais e das boas energias.

Quem lê isso e saca de quem eu estou falando, certamente vai pensar “xiiiiii, ela ainda gosta dele”. Hoje tenho certeza que não. Caso contrário, não estaria me expondo dessa forma. Eu amo, mas como amigo.

E para aqueles que teimam em não acreditar em amor de amigo, encerro com a frase dele dita em outro contexto, mas que cabe aqui: “Todo mundo é chucro, Bia”.

Já diria Raul Seixas...

"O problema é muita estrela, prá pouca constelação"

Disse tudo, não?!